Surgimento do Museu

     Em 1997 a profª Regina Furtado Lippi Leite e seu marido José Luiz Lippi Leite mudam-se do centro da cidade de Teresópolis para um sítio na Zona Rural do Município. O Sobrado, casa-sede da Fazenda , herdado pelo marido em 1990 do seu avô José Francisco Lippi com arquitetura do século XIX, encontrava-se fechado há 25 anos .

     Foram encontrados nos porões do mesmo, guardados em caixotes, um acervo fabuloso que documentava a história do lugar: Venda Nova.

     O casal observa que o sítio como um todo, despertava muito interesse e curiosidade não só dos amigos, mas também de todos que por ali passavam e, eles passam a observar os detalhes que despertavam, “mexiam” emocionalmente com as pessoas que conheciam o espaço e a vasta documentação.

     Em 2000, começou então a organização e seleção do acervo e a pesquisa com a comunidade. O vilarejo interagiu com eles instantaneamente doando documentos, peças, objetos, fotos, dando depoimentos e relatando fatos e histórias sobre o local.

     Em 2004, com apoio de familiares e amigos, e constatado o interesse da comunidade, a profª Regina Furtado determinada, cede o hall de entrada, a sala de visita e o quarto de hóspede para a exposição do acervo selecionado e objetos do final do século XIX e início do século XX, começa então a receber a comunidade, turistas e as escolas da região para a visitação.

     Percebendo a curiosidade e o interesse pela arquitetura, permite a visitação à sua sala de jantar , aos dois quartos-alcova (quartos internos sem janela) e ao hall do banheiro todos com mobília e detalhes da época. E ainda, para melhor conhecer e apreciar a arquitetura disponibiliza também os três porões para a visitação.

     E assim, a partir de uma atitude determinada e ousada de uma professora nasce o primeiro Museu-memória de Teresópolis: SOBRADO HISTÓRICO JOSÉ FRANCISCO LIPPI.

     Mesmo assim o casal continua residindo nas demais dependências do Sobrado.

     A profª Regina Furtado, com formação em Letras, idealiza e concretiza o Museu sem conhecimento técnico em Museologia e sem qualquer apoio técnico e financeiro.

     Então, com o conhecimento que possui, de posse de um material histórico-cultural imensurável e percebendo a lacuna cultural da comunidade, através do Museu, passa a desenvolver com enorme dedicação atividades sócio-culturais em diversos aspectos pedagógicos tais como: visita monitorada, oficinas de jardinagem e reciclagem, recreação infantil, artes plásticas, apresentação teatral e muitos outros. E também diversas atividades de assistência social.

     E em 2006, foi incluído no cadastro nacional de Museus do Iphan / MinC.

Regina Furtado

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